IV Caravana da Comissão Regional de Soluções Fundiárias pacifica conflitos no extremo sul baiano No extremo sul da Bahia, onde histórias de terra se cruzam com histórias de vida, o diálogo voltou a ocupar o centro das decisões. Durante a IV Caravana da Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), realizada entre 23 e 27 de março, equipes percorreram os municípios de Porto Seguro, Eunápolis, Prado, Teixeira de Freitas e Caravelas ouvindo, de perto, quem vive os conflitos diariamente. Visando a resolução dos impasses fundiários da região, a programação incluiu visitas técnicas e reuniões estratégicas com os povos indígenas, produtores rurais e órgãos públicos locais. Acesse as fotos da IV Caravana da Comissão Regional de Soluções Fundiárias De um lado, comunidades indígenas relatando a espera por reconhecimento e segurança em seus territórios. De outro, produtores rurais expressando preocupações com a instabilidade e os impactos na produção. Em campo, o trabalho foi de escuta, presença e construção de caminhos possíveis. Inicialmente, foram realizadas visitas à Comarca de Eunápolis, a fim de finalizar as tratativas da mediação do assentamento Baixa Verde, situado na Fazenda São Caetano; e à Fazenda Amazonas, em Porto Seguro; além de uma reunião no Fórum de Prado, buscando mediação relativa à Aldeia Cahy. Na sequência, a comitiva se reuniu com os produtores rurais de Prado, com as lideranças da Terra Indígena Comexatibá e visitou as áreas do conflito fundiário na Aldeia Cahy. A agenda também incluiu um encontro para escuta das lideranças do povo Pataxó, focado nas demandas do território de Barra Velha e um círculo de conversa para debater os trabalhos realizados pela equipe ao longo da semana. Por fim, a Caravana realizou nesta sexta-feira (27), em Caravelas, uma desocupação voluntária de forma pacífica, resultado do diálogo construído ao longo da atuação. O debate avançou também em nível institucional, com a análise de territórios indígenas em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Mais do que percorrer cidades, a Caravana construiu pontes entre posições diferentes. Entre direitos que precisam conviver. Entre conflitos e soluções.
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