O presidente Lula enviou, nesta sexta-feira (12), ao Congresso Nacional, o Projeto de Lei da Política Nacional de Proteção a Defensores de Direitos Humanos. A proposta do governo foi assinada durante a 13ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, em Brasília. Para Lula, a medida busca garantir condições mais seguras para a atuação de pessoas, grupos e coletivos na defesa dos direitos fundamentais no Brasil. “Tentam calar, a todo custo, a voz de quem tá na linha de frente no combate ao racismo, à misoginia e à homofobia. Infelizmente, o Brasil é um dos países que mais matam defensoras e defensores dos direitos humanos. Por isso, a aprovação e implementação da política de proteção é tão necessária e urgente”, afirmou. A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, ressaltou que a proteção prevista no projeto de lei busca consolidar uma política de Estado. “Esse PL responde a condenação do Brasil na Corte Interamericana e à determinações judiciais internas. E propõe um sistema permanente, federativo, interministerial e capaz de proteger vidas. Vidas que defendem territórios, florestas, culturas e a própria democracia”, enumerou. Segundo dados das Nações Unidas, de 2015 a 2019 foram registrados 1.323 assassinatos de defensores de direitos humanos em todo o mundo. Destes, 174 ocorreram em território brasileiro, o que corresponde a 13% do total. *Com informações da Agência Brasil
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