Na minha avaliação, o trabalho intenso do prefeito Marcos Medrado foi fundamental nessa virada. Neto continuou contando com o apoio da ex-prefeita Jucélia Nascimento, mas encontrou um prefeito disposto a percorrer a cidade e buscar cada voto para Jerônimo.
E teve uma coisa que, para mim, também pesou contra Neto: a barulheira da carreata de sábado à noite. Por volta das 19h30 às 20h, contei pelo menos uns vinte carros com paredões. Uma zoada que entrava nas casas sem pedir licença, acompanhada pelo barulho das motos com escapamentos ensurdecedores.
Falo como avô de uma criança autista. Só quem estava dentro de casa com meu neto sabe o sofrimento que aquele barulho provocou. Enquanto uns faziam festa, nós tentávamos enfrentar uma situação que nenhuma família deveria passar por causa de campanha eleitoral.
Não tenho como medir quantos votos aquela carreata tirou, mas acredito que tamanho desrespeito cobrou seu preço. Crianças, idosos e famílias também fazem parte da cidade e merecem consideração.
Confesso: fiquei aliviado com a derrota. Se na despedida da campanha foram tantos paredões, imagine a comemoração!
Minha indignação tem motivo e tem rosto: o do meu neto. Seja qual for o partido, quem pede o voto do povo precisa começar respeitando o povo. Valença merece ser ouvida, e ninguém escuta ninguém com vinte paredões berrando.
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