Duas mulheres, de 44 e 46 anos, estão sendo julgadas na província de Ontário, no Canadá, acusadas de submeter seus filhos adotivos a abusos extremos, que culminaram na morte do mais velho, de 12 anos, em 2022. Segundo a imprensa local, incluindo o Toronto Sun, o menino foi vítima de “extrema crueldade” por parte das mães, Brandy Cooney e Becky Hamber, que agora respondem na Justiça por diversos crimes. De acordo com as investigações, a criança era mantida em condições degradantes, privada de liberdade e alimentação adequada, além de sofrer tortura. O menino, que tinha o porte físico de uma criança de cerca de 6 anos, morreu após uma parada cardiorrespiratória causada por hipotermia severa e desnutrição. A Radio-Canada informou que, nos nove dias anteriores à morte, ele perdeu 5,8 quilos. Quando foi encontrado, estava caído no chão do quarto, vestindo um traje de mergulho molhado. O irmão mais novo, de 10 anos, também era vítima de abusos. Segundo relatos, as crianças eram submetidas a práticas como imobilização com braçadeiras plásticas, uso forçado de trajes de mergulho e capacetes de hóquei. O ambiente de violência era tão intenso que o menino mais novo pedia para permanecer na escola o maior tempo possível. Os irmãos viviam com o casal desde 2017, na cidade de Burlington. Inicialmente acolhidos como parte de um programa de adoção, eles foram posteriormente adotados pelas mulheres. Nas redes sociais, as acusadas mantinham uma imagem de vida familiar estável, publicando fotos de refeições elaboradas e presentes para as crianças. No entanto, as autoridades apontam que essa imagem era apenas uma fachada. Mensagens trocadas entre as duas, obtidas durante a investigação, indicam desprezo pelos filhos. Segundo os investigadores, elas se referiam a si mesmas como “guardas prisionais” e demonstravam satisfação com os abusos cometidos. O julgamento teve início em outubro e suas últimas sessões ocorreram em março. Em tribunal, ambas se declararam inocentes das acusações, que incluem homicídio, cárcere privado e negligência. A defesa sustenta que o menino sofria de um transtorno alimentar não tratado e que essa condição teria levado à morte. A sentença deve ser anunciada em breve, em data ainda não divulgada. DNA não consegue identificar pai após mulher se envolver com gêmeos Caso em Londres envolve irmãos idênticos e relações com quatro dias de diferença. Testes não conseguem distinguir paternidade, e tribunal decide que, por enquanto, é impossível identificar qual deles é o pai da criança Notícias ao Minuto | 08:45 – 01/04/2026
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