O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou, nesta sexta-feira (10), a prisão preventiva dos sete condenados pelo Núcleo 4 da trama golpista, que fazia parte de uma organização criminosa comandada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi determinada após o trânsito em julgado do processo, ou seja, quando não há mais a possibilidade de apresentação de recursos. Esse núcleo foi condenado por ser o responsável por disseminar notícias falsas sobre o processo eleitoral e atacar instituições públicas e autoridades, contribuindo para a articulação golpista. O Exército prendeu, ainda nesta sexta, o major da reserva Ângelo Martins Denicoli, condenado a 17 anos de prisão; o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, que deve cumprir pena de 14 anos; e o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, que deve ficar preso por 13 anos e seis meses. O policial federal Marcelo Araújo Bormevet já estava preso preventivamente e vai cumprir pena definitiva de 14 anos e seis meses de detenção. O coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu ainda não foi preso, porque fugiu para os Estados Unidos. Ele foi condenado a 15 anos e seis meses de prisão. Já o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, é considerado foragido desde dezembro de 2025, quando foi alvo de pedido de prisão preventiva. Sua condenação é de 7 anos e seis meses em regime semiaberto. Ainda não há informações sobre o cumprimento da prisão do major da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros. Ele foi condenado a 13 anos de prisão em regime fechado. Os cinco réus militares e o policial federal foram condenados pela 1ª Turma do STF pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Já Carlos Cesar Moretzsohn Rocha foi sentenciado por organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. *Com informações da Agência Brasil
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