Os terremotos do dia 24 de junho, de magnitudes 7,2 e 7,5, tiveram como principal área de impacto o estado de La Guaira, no norte do país © Getty Images SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O número de pessoas mortas pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu, nesta segunda-feira (6), para 3.535, segundo um comunicado divulgado pela ditadura venezuelana. No novo boletim, as autoridades mantiveram o número de feridos em 16.740. O balanço anterior de mortes, divulgado no domingo, era de 3.342. O regime evita falar em desaparecidos, mas o chefe de ajuda humanitária das Nações Unidas já estimou que esse número pode chegar a 50 mil, embora algumas projeções apontem para algo próximo de 10 mil. Os terremotos do dia 24 de junho, de magnitudes 7,2 e 7,5, tiveram como principal área de impacto o estado de La Guaira, no norte do país. O balneário localizado a cerca de 40 km da capital Caracas concentra os maiores danos, com edifícios destruídos e milhares de moradores vivendo em abrigos improvisados instalados em parques e outras áreas públicas. Embora em menor escala, Caracas também sofreu danos provocados pelos tremores. A região de Chacao foi a mais atingida na capital, especialmente os bairros de Los Palos Grandes e Altamira. A agência de notícia AFP relatou que mais de 150 corpos sem identificação foram enterrados no país neste domingo (5). A resposta do regime vem sendo alvo de críticas de parte da população, que considera lentas as ações de emergência. A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, rejeitou as críticas e afirmou que as operações de busca e resgate continuam. Sem apresentar provas, ela acusou “laboratórios midiáticos” de tentar prejudicar o trabalho das equipes de emergência. Delcy também descartou, neste domingo, uma eventual “convulsão social” depois dos terremotos. “Não haverá convulsão social, aqui o que existe é solidariedade social profunda do nosso povo”, afirmou durante a celebração do Dia da Independência na Venezuela. Delcy, que assumiu o poder depois da captura do ditador Nicolás Maduro no começo do ano em uma operação dos Estados Unidos, chefiou a cerimônia nas instalações do Forte Tiuna, uma área militar em Caracas. Na última segunda (29), o coordenador humanitário da ONU na Venezuela informou que o organismo havia iniciado a compra de 10 mil sacos para armazenamento de corpos, indicando a expectativa de aumento no número de mortos. Diante da dimensão da tragédia, o Programa Mundial de Alimentos solicitou US$ 50 milhões à comunidade internacional para prestar assistência a aproximadamente 500 mil pessoas durante os próximos três meses. Os terremotos agravaram uma crise humanitária que já afetava o país. Antes do desastre, a ONU estimava que quase 8 milhões de venezuelanos necessitavam de algum tipo de assistência humanitária. Segundo a organização, 27 países enviaram equipes especializadas e cães farejadores para auxiliar na busca por sobreviventes entre os escombros. Leia Também: Hamas anuncia que deixará governo de Gaza e abre caminho para liderança civil Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.
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