Um painel consultivo nomeado pelo secretário de saúde cético em relação a vacinas da administração Trump votou nesta sexta-feira (5) para interromper a recomendação de que todos os recém-nascidos recebam a vacina contra hepatite B. A decisão de encerrar a recomendação de vacinação universal contra hepatite B para recém-nascidos, que estava em vigor há três décadas, é a mais recente decisão controversa do painel para reverter orientações médicas de longa data desde sua reformulação pelo Secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. Inicialmente prevista para esta quinta-feira (4), a decisão sobre a vacina contra a hepatite B foi adiada para sexta devido à confusão e à resistência de alguns especialistas quanto às implicações da mudança proposta. O Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização (Acip, na sigla em inglês), sob a direção de Kennedy Jr., agora é composto por personalidades frequentemente criticadas pela comunidade científica por falta de experiência ou por difundirem teorias céticas sobre vacinas. Esse grupo está reavaliando a segurança de várias vacinas, algumas delas em uso há décadas. A mudança liderada pelo secretário de Saúde americano, que há muito expressa sua retórica antivacina apesar da ausência de credenciais médicas, vem causando alarme na comunidade médica e científica do país. Especialistas alertaram para a queda das taxas de imunização e para o retorno de doenças contagiosas e letais, como o sarampo, que causou várias mortes em 2025.
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