O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta terça-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer no qual afirma que parlamentares não podem requerer a prisão do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes após os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Petrone (PSOL-RJ) pedirem a prisão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é investigado na Corte pelo tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. Segundo Gonet, somente o Ministério Público, a Polícia Federal ou um assistente de acusação podem solicitar a medida. “SS. Exas [Suas Excelências] não estão habilitadas no feito em nenhuma dessas posições, o que lhes subtrai a legitimidade processual para postular no feito”, afirmou. Contudo, o procurador disse que poderá avaliar a decretação de medidas cautelares contra Eduardo Bolsonaro. “De toda sorte, a Procuradoria-Geral da República se reserva à avaliação, em instante que estime oportuno, de eventual requerimento de medidas cautelares, inclusive no que tange ao aspecto da sua viabilidade efetiva”, completou. No mês passado, Gonet apresentou denúncia contra o filho de Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo pelo crime de coação no curso do processo. Ambos moram nos Estados Unidos e foram investigados no inquérito que apurou a participação deles na promoção do tarifaço contra o Brasil e de sanções contra integrantes do governo federal e do Supremo.
Ultimas Noticias
- Presidente da Venezuela confirma acordo petrolífero com Estados Unidos
- Colômbia encerra diálogos da paz total e adota linha dura contra grupos armados
- Governo Trump reforça guerra ideológica contra extremismo de esquerda
- Papa Leão XIV faz história ao atravessar lago em procissão mariana inédita
- Ex-presidente do Equador Lenín Moreno é condenado a cinco anos de prisão por corrupção
- Biografia detalha resistência de cardeal lituano contra o regime soviético
- Filme Top Gun Maverick inspira treinamento de pais mentores em acampamento católico
- Governo dos EUA vai liberar bilhões para grupos religiosos sem restrições


