Nesta sexta-feira (20), o Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou a maioria das tarifas impostas a nível global pelo presidente norte-americano, Donald Trump, justificando que o magnata violou a lei federal. Os três juízes liberais – Ketanji Brown Jackson, Elena Kagan e Sonia Sotomayor – e os três juízes conservadores – Amy Coney Barrett, Neil Gorsuch e John Roberts – votaram a favor da revogação das tarifas, enquanto os juízes Brett Kavanaugh, Samuel Alito e Clarence Thomas discordaram. Os magistrados consideraram que o chefe de Estado excedeu a sua autoridade ao impor tarifas abrangentes através de uma lei reservada para situações de emergência nacional. Realçaram, por isso, que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional “não autoriza o presidente a impor tarifas”. “O presidente afirma ter o poder extraordinário de impor unilateralmente tarifas de montante, duração e âmbito ilimitados. À luz da amplitude, do historial e do contexto constitucional dessa autoridade reivindicada, deve identificar uma autorização clara do Congresso para a exercer”, apontou o presidente do Supremo Tribunal, John Roberts, citado pelo Politico. O mesmo meio de comunicação realçou que, na ótica dos juízes, a lei de 1977 “não cumpre” os requisitos de aprovação do Congresso. “Quando o Congresso concede o poder de impor tarifas, o faz de forma clara e com restrições cuidadosas. Neste caso, não fez nenhuma das duas coisas”, escreveu Roberts. Ainda assim, os magistrados não especificaram o que será feito com o dinheiro que a Administração Trump acumulou até ao momento. Aliás, dados federais indicam que o Tesouro arrecadou mais de 133 bilhões de dólares (cerca de 100 mil milhões de euros) em receitas provenientes das tarifas impostas ao abrigo da lei de emergência. Significa isto que o governo pode ser obrigado a emitir bilhões de dólares em reembolsos, uma vez que muitas empresas já entraram com ações judiciais. “Os Estados Unidos podem ser obrigados a reembolsar bilhões de dólares aos importadores que pagaram as tarifas da IEEPA, mesmo que alguns importadores já tenham repassado os custos aos consumidores ou a outros. O processo de reembolso provavelmente será uma confusão”, indicou Brett Kavanaugh. Vale destacar que a decisão não contempla as tarifas para a indústria siderúrgica, do alumínio, da madeira e automóvel, que foram implementadas ao abrigo da Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, invocando preocupações de segurança nacional. Nessa linha, aplica-se às tributações na China, México e Canadá, países em que o combate ao tráfico de droga constituía, na ótica de Trump, uma emergência. A legislação foi novamente usada em abril, com a cobrança de impostos de 10% a 50% sobre as mercadorias de quase todos os países do mundo. Pairam ainda questões quanto ao futuro dos acordos comerciais que a Administração Trump celebrou com a União Europeia, com o Japão, com a Coreia do Sul e com outros parceiros comerciais para reduzir as tarifas impostas às exportações para os Estados Unidos. Plano de Trump para reconstruir Gaza prevê arranha-céus à beira-mar Conselho da Paz anunciou envio de US$ 7 bi para reconstrução da região; Nações Unidas dizem ser necessários US$ 70 bi; comitê palestino apoiado por EUA diz que 2.000 pessoas já se candidataram para força policial no território Folhapress | 22:24 – 19/02/2026
Ultimas Noticias
- ONU ressalta importância de proteger jornalistas e acesso à informação
- Eleitores dos EUA demonstram pessimismo em relação à economia
- Eleições legislativas decidem o futuro político de Donald Trump nos Estados Unidos
- Papa Leão XIV visita Chiclayo e percorre locais de sua trajetória no Peru
- O que está em jogo para Trump nas eleições que definirão o controle do Congresso dos EUA
- Papa Leão XIV pede fim dos conflitos armados durante missa em Roma
- Justiça dos EUA nega pedido de Trump para anular 20 mil votos da Califórnia
- Janones visita Cristina Kirchner para lançar Ejército del peronismo contra reeleição de Milei


