Um terremoto de magnitude 5,1 atingiu uma região andina do Peru neste sábado (18) e deixou seis pessoas mortas e 32 feridas, informou neste domingo (19) o primeiro-ministro Luis Enrique Arroyo ao canal de televisão TV Peru. O Instituto Nacional de Defesa Civil havia reportado, pela manhã, cinco mortos e 21 feridos. O evento sísmico ocorreu às 21h24 do horário local, a uma profundidade de 24 quilômetros, com epicentro localizado no distrito de Chongos Bajo —cerca de 300 km a leste de Lima, na região de Junín—, segundo o Instituto Geofísico do Peru. Devido à localização remota, os relatos iniciais não mencionavam vítimas fatais. “O terremoto destruiu nossa casa. Há muitas casas de adobe aqui que desabaram”, disse um morador de Chongos Bajo ao canal de televisão Canal N. O chefe do instituto, general Luis Vásquez, explicou em entrevista a uma rádio local que a baixa profundidade do terremoto, combinada com a presença de casas construídas em adobe e quincha (técnica de pau-a-pique), contribuiu para danos severos em várias localidades. “Temos 48 casas destruídas e 300 pessoas afetadas que também receberam assistência do governo regional, o qual forneceu barracas e cobertores”, afirmou a autoridade do Instituto Nacional de Defesa Civil. O presidente do Peru, José María Balcázar, afirmou em entrevista à Rádio Nacional que o governo respondeu imediatamente com “o envio de ajuda humanitária e a coordenação com as autoridades para atender as famílias afetadas e lhes oferecer assistência urgente”. Keiko Fujimori, presidente eleita cuja posse está marcada para 28 de julho, lamentou o evento em publicação nas redes sociais. “Expresso minhas sinceras condolências aos familiares das pessoas que morreram e minha solidariedade com aqueles que foram afetados.” Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo O Peru, com uma população de 34 milhões de habitantes, está localizado ao longo do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, que se estende pela costa oeste das Américas e pela costa leste da Ásia. Essas regiões registram os níveis mais altos de atividade sísmica do mundo. Todos os anos, ocorrem pelo menos 400 terremotos com magnitude 4,0 apenas no Peru, sendo que cem deles são perceptíveis pela população. Em junho, a Venezuela também foi atingida por dois terremotos que deixaram ao menos 5 mil mortos, segundo balanço divulgado pela ditadura venezuelana. O tremor foi o mais forte do país em mais de um século. A ditadura venezuelana evita falar em desaparecidos, mas, segundo a ONU, esse número pode chegar a 50 mil, no que já é considerado um dos piores terremotos ocorridos na América Latina. O desastre afetou mais de 800 edifícios, dos quais 190 desabaram. Em La Guaira, os desabrigados se instalaram em estádios, quadras, praças e até mesmo em calçadas, onde voluntários prestam atendimento médico e doam alimentos. A resposta do regime ao desastre vem sendo alvo de críticas de parte da população, que considera lentas as ações de emergência. Delcy rejeitou tais afirmações e disse, sem provas, que “laboratórios midiáticos” tentam prejudicar o trabalho das equipes de emergência.
Ultimas Noticias
- China busca conexão e cooperação entre povos por meio dos grandes rios
- FMI: IA pode impulsionar crescimento, mas aumentar tensões econômicas
- Guerra no espaço? Confirmação de que EUA têm armas em órbita acirra disputa com China e Rússia
- Esquerdista favorita de Lula perde força e abandona disputa pela liderança da ONU
- Trump anuncia força-tarefa para impulsionar IA nos EUA e vai nomear um czar para o setor
- Arcebispo diz que religiosas mudaram os EUA com pobreza evangélica
- IA do Google invadiu sistemas de empresas durante teste de segurança
- Igreja Católica da Nigéria convoca oração e jejum para eleições de 2027


