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Operações no Caribe
Por Isabella de Paula
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com informações da EFE
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18/09/2025 às 08:22
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro: países trocam ameaças (Foto: Shawn Thew/EFE/Rayner Pena R/ARQUIVO)
O chanceler da Venezuela, Yván Gil, reuniu-se na quarta-feira (17) com o embaixador da China em Caracas, Lan Hu, com o objetivo de avançar na aliança estratégica em um contexto em que o regime chavista, liderado por Nicolás Maduro, denuncia “ações hostis e ilegais dos Estados Unidos”, que mantêm uma operação naval no mar do Caribe focada em combater o narcotráfico.
“Durante esta reunião, também recebemos uma mensagem de apoio e solidariedade de Pequim em relação aos esforços da Venezuela para preservar a paz e a segurança no Caribe, especialmente em resposta às recentes ações hostis e ilegais dos Estados Unidos”, disse Gil em uma conta nas redes sociais.
No encontro, foi destacado em particular o “compromisso” de Maduro em “fortalecer a unidade regional diante de ameaças externas e de continuar a autêntica luta contra o narcotráfico” no território venezuelano por meio de um “apelo à cooperação regional”, acrescentou Gil.
Na terça-feira (16), o ditador da Venezuela afirmou que as “ameaças militares” dos Estados Unidos contra seu país, em referência à operação de forças navais no mar do Caribe, são um “problema de caráter internacional”.
Os EUA aumentaram sua presença militar no Caribe em resposta ao narcotráfico proveniente da Venezuela, segundo a Casa Branca, com o envio de, pelo menos, oito navios de guerra para a região e de um submarino nuclear de ataque rápido, assim como de mais de 4,5 mil militares. Várias embarcações já foram abordadas por Washington nos últimos dias.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, anunciou nesta quarta um exercício militar que inclui manobras aéreas, marítimas e terrestres, e a mobilização de mais de 2.500 efetivos durante três dias na ilha de La Orchila, no Caribe venezuelano, em resposta às operações dos Estados Unidos na região.
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