35 anos da Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência é celebrado no TBJA com debate, palestras e apresentação musical “Uso muletas para pequenas caminhadas e cadeira de rodas para grandes caminhadas. Não importa como você se movimente, você deve se movimentar”. Foi com essas palavras que o Presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (CPAI) do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Desembargador Rilton Goes Ribeiro, encerrou sua participação no evento comemorativo pela passagem dos 35 anos da Lei 8.213/1991, conhecida como Lei de Cotas, realizado no auditório do TJBA, no dia 24 de julho. “A Lei de Cotas é um grande progresso. Mesmo existindo desde o ano de 1991, se faz necessária a fiscalização do poder público, já que o empresariado cumpre com a Lei no que diz respeito a ter em seus quadros de 2% a 5% do efetivo, mas isso não faz com que a empresa seja incentivada ao compromisso de inserir e fazer com que essa pessoa consiga progredir na empresa”, destacou o Desembargador Rilton Goes. O evento, realizado pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Salvador em parceria com o Tribunal de Justiça da Bahia, teve a programação preenchida com duas mesas de debates: “Valorização profissional das pessoas com deficiência” e “Protagonismo da pessoa com deficiência: experiências e trajetórias no mundo do trabalho”. A Presidente da APAE Salvador, Cláudia Rêgo, frisou a atuação da instituição na garantia de direitos e da forma de incluir o cidadão com deficiência no mercado de trabalho. “Nós realizamos cursos, promovemos oficinas, palestras e eventos, acolhemos o candidato, família e as empresas. Hoje é dia de celebração, e a grande resposta é um futuro palpável”. O Promotor de Justiça Fernando Gaburri, representante do Ministério Público da Bahia, salientou que pequenos gestos podem causar grandes avanços. “Já aconteceu de ser necessária apenas uma caixa de sapato para a adaptação de um funcionário na hora de utilizar o computador, servindo como apoio para a mão. Isso demostra que, com boa vontade, é possível a cooperação”. Presente ao evento, a Auditora Fiscal do Trabalho Taís Arruti Lyrio Lisboa comentou que não somente as empresas devem ser cobradas sobre inclusão, mas também escolas e outras instituições. “Gostaria de fazer um apelo e pedir que não desistam, não se cansem de tentar. A sociedade como um todo precisa se abrir”, salientou.
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