O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, recebeu nesta quinta-feira (6), em Brasília, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, e secretários de segurança pública dos nove estados que fazem parte do Consórcio Nordeste. Na reunião, eles discutiram medidas de integração e de combate ao crime organizado. Lewandowski destacou que os entes federativos precisam ser leais entre si e que, como ministro, respeita a diversidade e a autonomia dos estados e municípios no que se refere à segurança pública, mas reafirmou a necessidade de uma colaboração plena no combate às facções. “Sem uma troca de informações, sem um intercâmbio de dados acerca da criminalidade, não há combate efetivo. Nós queremos unir os estados membros da Federação Brasileira em torno desse tema importante, que é a segurança pública, mas sempre com respeito à diversidade. Nós respeitamos a atuação dos governadores, dos estados, inclusive dos municípios, no que diz respeito ao combate à criminalidade. Mas é preciso que haja uma integração nacional.” O governador do Piauí, Rafael Fonteles, compartilhou um exemplo positivo dessa integração ao citar a operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que desvendou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do PCC. Os criminosos se infiltravam na economia formal, principalmente, por meio do setor de combustíveis. Fonteles explicou que com base nas informações compartilhadas, a partir da atuação do crime organizado em São Paulo, foi possível deflagrar outra operação no Piauí que interditou 31 postos de combustíveis ligados ao crime. “A Operação Carbono-Oculto 86 demonstra que, com integração e com inteligência, a gente pode estar à frente do combate à criminalidade, asfixiando sobretudo o poder financeiro dessas organizações que não estão apenas no tráfico de drogas, entram em setores da economia real com aparência de legalidade, como é o caso do setor de combustíveis.” Lewandowski e Fonteles reforçaram o desejo de unir forças para aperfeiçoar a legislação penal e a integração das forças de segurança. O governador do Piauí manifestou apoio à PEC da Segurança Pública e ao projeto de lei anti-facção, além de se declarar contrário à classificação do crime organizado como terrorismo.
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