A Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, e o governo do Panamá assinaram, nesta sexta-feira, um memorando de entendimento com o objetivo de impulsionar a cooperação científica e tecnológica na área de produtos imunobiológicos, como vacinas e soros. A parceria foi oficializada durante a inauguração do Centro Regional de Inovação em Vacinas e Biofármacos do Panamá. A estrutura do centro inclui uma planta de produção de vacinas, laboratórios de diagnóstico e desenvolvimento de produtos, além de programas de capacitação e cooperação regulatória. Para o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, o acordo consolida o compromisso da Fiocruz com parcerias que favoreçam o fortalecimento dos sistemas de saúde na América Latina e Caribe, promovendo a integração científica, tecnológica e a capacidade local de produção. Essa iniciativa, avalia Moreira, é fundamental para a soberania e segurança sanitária dos países da região, além de ampliar a presença estratégica da Fiocruz na América Latina. A localização geográfica privilegiada do país centro-americano, somada à sua infraestrutura logística robusta, deve permitir uma distribuição mais ágil de vacinas em toda a região, fortalecendo o acesso equitativo e a rápida resposta a emergências de saúde. O memorando de entendimento firmado entre o governo panamenho e a Fiocruz constitui uma consequência direta do encontro bilateral entre o presidente Lula e o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, realizado em agosto, no Palácio do Planalto em Brasília. No encontro, Lula disse que a agenda marcava o recomeço de uma relação entre os países, com o fortalecimento dos laços de cooperação entre nações democráticas, multiculturais e ricas em biodiversidade. * Com informações da Agência Brasil
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