Donald Trump e Melania Trump recebem Xi Jinping e a primeira-dama chinesa, Peng Liyuan, na Base Conjunta Andrews, nos EUA. (Foto: Al Drago/EFE/EPA/POOL)
O presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping se reúnem nesta quinta-feira (24) na Casa Branca para uma visita de Estado histórica. O encontro ocorre em um momento decisivo para estabilizar a relação entre as duas maiores economias do mundo, abordando temas sensíveis como a guerra comercial, a segurança de Taiwan, avanços em inteligência artificial e as relações com o Irã.
Quais são os principais pontos da pauta comercial entre os dois países?
O foco central é a trégua comercial que vence em 10 de novembro. Os Estados Unidos querem garantir que a China cumpra o acordo de comprar pelo menos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas americanos até 2028. Por outro lado, o governo chinês tenta convencer Washington a reduzir as restrições que impedem empresas da China de acessar tecnologias de ponta dos EUA. O secretário do Tesouro americano já indicou que existe abertura para prorrogar o pacto atual ou até negociar um entendimento comercial muito mais amplo, visando dar mais previsibilidade ao mercado global.
Como a questão de Taiwan afeta as conversas na Casa Branca?
Taiwan é considerado o tema mais delicado da reunião. A China vê a ilha como parte de seu território e exige que os Estados Unidos parem de vender armas para o governo taiwanês. O embaixador chinês inclusive classificou a questão como uma ‘linha vermelha’ que não deve ser cruzada. Enquanto isso, parlamentares americanos pressionam Trump para que não faça concessões sobre a independência da ilha em troca de benefícios econômicos. Os EUA mantêm uma lei que obriga o apoio à defesa de Taiwan, o que gera um impasse constante sobre a soberania e a segurança militar na região asiática.
Existe a possibilidade de cooperação em inteligência artificial e tecnologia?
Sim, as duas potências discutem a criação de um sistema de comunicação bilateral para gerenciar incidentes graves envolvendo inteligência artificial (IA). A ideia é que um governo avise o outro sobre acontecimentos que possam colocar em risco a segurança nacional. Além disso, há uma disputa pelo domínio das ‘terras raras’, que são minerais essenciais para fabricar desde chips de computador até carros elétricos e equipamentos militares. Como a China domina essa cadeia de suprimentos, os EUA buscam facilitar o fornecimento desses materiais para garantir a produção tecnológica interna.
Quais questões humanitárias e religiosas estão sendo levadas para a mesa?
O governo americano pretende cobrar a libertação de cidadãos dos EUA detidos em território chinês. Além disso, parlamentares enviaram uma carta pedindo que Trump questione a perseguição religiosa promovida pelo regime chinês contra cristãos, budistas uigures e outros grupos. Casos específicos de pastores presos, como Gao Quanfu e Tang Bingyi, foram citados como prioridade. Trump já teve sucesso anterior ao tratar da libertação de líderes religiosos com Xi, e agora a Comissão de Liberdade Religiosa dos EUA espera que a pressão direta ajude a encerrar prisões por motivos de fé.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.


